Segunda-feira, Joseph abre os olhos e senta na cama. "O que fazer?". Diariamente a pergunta dotada de pensamentos vazios permeia sua mente. Resolve continuar, levanta, toma seu banho e sai para caminhada diária matinal.
São aproximadamente sessenta minutos de observação, um dia bonito, pessoas apressadas e carros em um trânsito selvagem. Ao retornar de sua caminhada, Joseph pensa novamente, "o que fazer ?", novamente a incômoda pergunta surge em sua mente, mas resolve continuar.
Como sempre, Joseph pega o jornal deixado próximo a porta de seu prédio, e sobe para seu apartamento. Ao chegar, vai direto para a varanda de seu pequeno apartamento e fica por lá lendo e curtindo sua própria respiração. Ao terminar a leitura, pensa novamente, "o que fazer ?". Joseph nunca imaginou que tal questionamento poderia ser tão incisivo. Nunca pensaria nessa pergunta vinte ou trinta anos atrás, quando fazia tudo de forma condicionada, tal como, um ciclo vicioso ou mesmo uma linha de produção. Joseph lembrou sua rotina: "Acordar, se vestir, pegar o carro, ir trabalhar, terminar o trabalho, voltar pra casa e adormecer".
Mas e daí ? O tempo passou e Joseph se vê impotente diante de uma situação que parece imutável. Joseph, que sempre gostara de observar as agonias das pessoas no bar, quase sempre se escondendo atrás de críticas, agora chora diante de sua própria realidade.
Joseph pensa:
"Será que ainda tenho tempo para fazer minha vida valer a pena ?"
... histórias ...
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
sábado, 8 de janeiro de 2011
Mistério na Amazônia
- Obrigado, disse Marcelo a atendente do balcão.
Ansiosamente tomou o caminho do estacionamento do shopping, pegou o carro e foi para casa com o pacote de fotos de sua última viagem, cujo destino havia sido a Floresta Amazônica. Ao chegar em casa, Letícia terminara de preparar o jantar e já o havia colocado na mesa, mas ao ver Marcelo com as fotos na mão, abandonou a mesa e foi ao encontro de Marcelo, ansiosa para ver as fotos.
- Ei, posso ver as fotos ? disse Letícia sorrindo e praticamente tomando-as das mãos de Marcelo
- Claro, respondeu Marcelo já sem o que fazer.
Era um pacote com aproximadamente cem fotos, Letícia começou a olhar uma a uma e enquanto isso Marcelo sentou a mesa e começou a jantar. Após alguns minutos Letícia fixou o olhar em uma foto específica e chamou Marcelo com a voz meio que trêmula:
- Marcelo, venha aqui, tem algo estranho nessa foto.
- Vou acabar de comer primeiro, estou faminto! Disse Marcelo.
Letícia não se conteve e foi até a mesa segurando apenas uma foto na mão, ao mostrar a Marcelo, este imediatamente paralisou, segurando o garfo cheio no ar.
- O que é isso na foto ? Será que é alguma mancha ? Perguntou Letícia.
- Só pode.
Marcelo tomou a foto da mão de Letícia e passou a analisá-la detalhadamente. Provavelmente não era uma mancha, era real. Na foto estavam Marcelo, Letícia, um bonito lago, uma grande árvore e em um de seus galhos, um pequeno ser-humano, parecendo um anão ou, mais precisamente, um gnomo. Esse pequeno ser, tinha um bigode e barba branca, um chapeu em forma de cone vermelho, cinto marrom, calça vermelha e uma blusa azul. Marcelo não acabou seu jantar, imediatamente levantou e chamou Letícia para irem a casa de uma de suas tias, que se chamava Elisa.
Elisa era esotérica e estudava esses fenômenos. O casal foi recebido como sempre, de maneira receptiva! Marcelo com a foto na mão nem a cumprimentou direito e já foi mostrando a foto. Elisa pegou a foto nas mãos mas não enchergou nada, somente os dois na foto juntamente com a paisagem e prontamente explicou que não é todos que conseguem visualizar o que eles diziam haver na foto, mas que acreditava neles e completou:
- Esse tipo de fenômeno é específico, acontece somente com algumas pessoas, mas não se preocupem com isso, não fará nenhum mal a vocês.
O casal tomou um chá e voltou para casa, Marcelo imediatamente foi para o quarto e começou a arrumar uma mochila. Estava decidido a decifrar o mistério e por isso, queria voltar no local onde a foto foi tirada. Letícia também fez o mesmo, iria acompanhar Marcelo nessa jornada. Ambos ligaram para seus chefes na empresa e inventaram uma desculpa que precisariam ficar a semana fora e imediatamente rumaram para o aeroporto.
- Duas passagens para Manaus, por favor. Disse Marcelo a atendente da companhia aérea.
- Aqui está senhor. Como vai pagar ?
- Cartão de crédito.
O voo sairia em duas horas, foi tempo suficiente para Marcelo acabar seu jantar. Embarcaram rumo a Manaus e em algumas horas já estariam descendo no meio da Floresta Amazônica.
Ao chegar em Manaus, foram ao centro procurar alguma hospedagem. Encontraram um hotel barato, mas limpo, e resolveram ficar. Marcelo contatou o guia da sua expedição anterior e pediu para que retornassem ao lugar onde tiraram a fotografia, pedido esse que foi atendido prontamente. Era cedo, haviam dormido no avião e estavam pronto para a jornada. Marcelo e Letícia deixaram a bagagem no quarto, arrumaram uma mochila, incluindo uma barraca e sairam ao encontro do guia. Gastariam aproximadamente 2 horas de barco até o local da fotografia.
Marcelo e Letícia entraram no barco, acompanhados pelo guia, e começaram a jornada. A paisagem era vislumbrante! A cidade de Manaus ia ficando pra trás e a floresta ia crescendo. Em poucos minutos só se via mata de ambos os lados do rio. Com a bela paisagem, o tempo passou rapidamente. Em uma hora e meia chegaram ao destino, o guia foi o primeiro a descer do barco para proceder com a amarração, feito isso, Marcelo e Letícia desceram. Andaram no meio da mata por quarenta e cinco minutos e chegaram ao lago.
No local, tudo se encontrava da mesma maneira. Marcelo tirou a foto do bolso e enquadrou a mesma paisagem sob seus olhos, porém, sem aquele intrigante ser vivo.
O guia perguntou a Marcelo por quanto tempo ficariam ali, a resposta foi imprecisa, mas que pelo menos vinte e quatro horas ficariam por ali. Diante da resposta o guia resolveu deixá-los e voltar para a margem do rio e informou que esperaria por eles lá, que seria mais seguro. Marcelo montou a barraca e Letícia já começava a procurar algo de diferente. Resolveram utilizar novamente a camera e ao tirar uma nova foto, Marcelo observou o mesmo intrigante ser sob seus olhos. Sem dúvida era um gnomo. Sem fazer movimentos bruscos, Marcelo tentou se aproximar, o pequeno ser humano o olhava diretamente nos olhos e Letícia estava paralisada.
Marcelo tentou o primeiro contato:
- Olá, você me escuta? Me entende?
- Claro que te escuto, respondeu o gnomo. O que vocês fazem aqui ?
- Viemos pra conhecer a floresta, tiramos algumas fotos e vimos você! Por isso resolvemos voltar.Respondeu Marcelo.
- Interessante, bom, meu nome é Rito, sou um gnomo e vivo aqui na floresta. Querem conhecer um pouco mais da floresta ?
- Sim, sim, respondeu Letícia entrando na conversa.
Imediatamente, Rito levantou a mão e pediu para que Marcelo e Letícia o tocassem, ao fazerem isso, começaram a levitar e foram entrando na mata. Rito desviava o grupo das grandes árvores. Alcançaram um aldeia e Rito orientou:
- Novos amigos, essa é minha aldeia, vivem aqui aproximadamente quinhentos gnomos como eu. Mas como devem saber, não são todos que conseguem nos enxergar! Por algum motivo, vocês nos enxergam.
Suavemente Rito desceu com Marcelo e Letícia, imediatamente vários gnomos os cercaram e em alguns minutos, o que parecia ser o líder da aldeia o abordaram.
- Bem vindos Marcelo e Letícia, já esperava por vocês.
Marcelo e Letícia se olharam, espantados. O líder continuou.
- Não se espantem, a vinda de vocês aqui não foi casual. Precisamos de ajuda com um assunto.
Imediatamente o líder levantou a mão direita, virou a palma para cima e surgiu uma elípse de energia, azulada e imagens começaram a ser projetadas. Marcelo conseguiu visualizar tratores derrubando árvores, rios sendo poluídos e fumaça sendo jogada no ar.
- Como podem ver, nossa aldeia está correndo perigo, precisamos de vocês. Disse o líder.
- Como podemos ajudar, respondeu Letícia sensibilizada.
- Os tratores estão próximos demais a nossa aldeia, precisamos que resolvam essa situação para nos ajudar. Arrematou o líder.
Marcelo olhou para Letícia e resolveram ajudar. Rito, identificando a disposição dos dois, se aproximou e disse que os levariam as máquinas. Novamente os tocou e começaram a levitação novamente, agora em direção as máquinas. A flutuação era muito rápida e chegaram ao destino em poucos minutos. Rito se despediu e voltou para dentro da mata. Marcelo dialogou com Letícia:
- Ótimo, e agora? O que faremos ?
- Vamos seguir em direção aos tratores e vamos conversar com as pessoas, respondeu Letícia.
Em poucos instantes, o casal se encontrava próximo a um trator. Fizeram sinal e o tratorista desligou a máquina, foram conversar.
- Por que estão desmatando essa área? Perguntou Marcelo.
- Quem são vocês? São nativistas? Respondeu o tratorista.
- Vocês não podem desmatar mais, parem o que estão fazendo! Marcelo completou.
O tratorista ironicamente sorriu, disse que ia pensar no assunto, subiu novamente no trator e continuou a operar normalmente. Letícia não se conteve, pegou uma pedra e atirou no trator. Diante da violência, o tratorista se comunicou pelo rádio e um jipe rapidamente chegou na direção de Marcelo e Letícia. O motorista saiu do jipe, armado e mandou com que os dois entrassem no jipe, ordem aceita sem questionamentos.
- Vamos tirar vocês dois daqui, disse o motorista.
- Não queremos, vocês precisam parar o desmatamento, disse Letícia.
O motorista sem dar ouvidos deu meia volta no jipe e acelerou. Marcelo indignado deu uma cotovelada no motorista. Quando o motorista foi reagir, a arma caiu no assoalho do veículo. Marcelo o segurava fortemente e pediu que Letícia pegasse a arma. Tremendo Letícia pegou o revólver e apontou na direção do motorista, ordenando que parasse e descesse do veículo. Ao descer, Marcelo empurrou o motorista para longe do jipe com os pés e acelerou o jipe voltando ao campo desmatado. Se colocaram a frente do trator. Marcelo pegou a arma e desceu ao encontro do tratorista. Marcelo ordenou que o tratorista abandonasse o trator e fosse embora. Ameaçado, o tratorista foi embora correndo!
- Ótimo, agora temos um trator. Ironizou Marcelo.
- O que faremos com isso ? Perguntou Letícia.
- Sei lá, vamos deixá-lo aí.
Marcelo e Letícia resolveram voltar para mata, ao se aproximarem viram vários olhos surgindo na mata, eram os Gnomos, vários deles. Começaram a sair da mata, correndo em direção ao trator, vários tinham ferramentas nas mãos. Marcelo e Letícia não acreditavam no que viam. Os gnomos foram desmontar o trator, peça a peça. Em minutos haviam gnomos em todas as partes do trator, uma fila foi formada e nessa fila iam passando as peças já soltas do trator. Pareciam formigas trabalhando. Em poucos minutos o trator já estava todo desmontado, as peças espalhadas no chão e todos agoram se dedicavam a transportar. Uma segunda fila foi montada e em 40 minutos já não havia nem mesmo um parafuso no campo, sumiram com tudo, assim como os gnomos. Rito veio ao encontro de Marcelo e Letícia, ambos impressionados.
- Não se impressionem, isso acontece todo dia. Disse Rito sorrindo.
- Mas ... mas .... Marcelo não conseguia falar.
- E quanto aos outros tratores? Perguntou Letícia.
- Cuidaremos de cada um deles, mas cada um a seu tempo. Agradecemos a ajuda de vocês, agora existe menos um trator para derrubar nossa árvores. Afirmou Rito.
Rito tocou Marcelo e Letícia, novamente, começaram a levitar. Em instantes Marcelo, Letícia e Rito estavam de volta ao local da foto, Rito se despediu e voltou a mata. Estava entardecendo, Marcelo e Letícia ficaram sem ação e em um gesto inconsciente optaram por voltar a margem do rio. Desmontaram o acampamento e andaram por entre as trilhas. Ao chegarem na margem do rio encontrarm o guia dormindo no barco, o acordaram e pediram pra voltar a Manaus. O guia estranhou mas não questionou, isso já havia acontecido com outros turistas. Durante a viagem de volta, Marcelo pegou a foto que os motivou a voltarem para a floresta, ficou mais impressionado ao ver que Rito não era mais visto na foto. Marcelo agradeceu ao chegarem em Manaus, Letícia ainda estava sem palavras. Foram ao hotel, pegaram suas malas e voltaram para sua cidade e sua vida normal.
Ansiosamente tomou o caminho do estacionamento do shopping, pegou o carro e foi para casa com o pacote de fotos de sua última viagem, cujo destino havia sido a Floresta Amazônica. Ao chegar em casa, Letícia terminara de preparar o jantar e já o havia colocado na mesa, mas ao ver Marcelo com as fotos na mão, abandonou a mesa e foi ao encontro de Marcelo, ansiosa para ver as fotos.
- Ei, posso ver as fotos ? disse Letícia sorrindo e praticamente tomando-as das mãos de Marcelo
- Claro, respondeu Marcelo já sem o que fazer.
Era um pacote com aproximadamente cem fotos, Letícia começou a olhar uma a uma e enquanto isso Marcelo sentou a mesa e começou a jantar. Após alguns minutos Letícia fixou o olhar em uma foto específica e chamou Marcelo com a voz meio que trêmula:
- Marcelo, venha aqui, tem algo estranho nessa foto.
- Vou acabar de comer primeiro, estou faminto! Disse Marcelo.
Letícia não se conteve e foi até a mesa segurando apenas uma foto na mão, ao mostrar a Marcelo, este imediatamente paralisou, segurando o garfo cheio no ar.
- O que é isso na foto ? Será que é alguma mancha ? Perguntou Letícia.
- Só pode.
Marcelo tomou a foto da mão de Letícia e passou a analisá-la detalhadamente. Provavelmente não era uma mancha, era real. Na foto estavam Marcelo, Letícia, um bonito lago, uma grande árvore e em um de seus galhos, um pequeno ser-humano, parecendo um anão ou, mais precisamente, um gnomo. Esse pequeno ser, tinha um bigode e barba branca, um chapeu em forma de cone vermelho, cinto marrom, calça vermelha e uma blusa azul. Marcelo não acabou seu jantar, imediatamente levantou e chamou Letícia para irem a casa de uma de suas tias, que se chamava Elisa.
Elisa era esotérica e estudava esses fenômenos. O casal foi recebido como sempre, de maneira receptiva! Marcelo com a foto na mão nem a cumprimentou direito e já foi mostrando a foto. Elisa pegou a foto nas mãos mas não enchergou nada, somente os dois na foto juntamente com a paisagem e prontamente explicou que não é todos que conseguem visualizar o que eles diziam haver na foto, mas que acreditava neles e completou:
- Esse tipo de fenômeno é específico, acontece somente com algumas pessoas, mas não se preocupem com isso, não fará nenhum mal a vocês.
O casal tomou um chá e voltou para casa, Marcelo imediatamente foi para o quarto e começou a arrumar uma mochila. Estava decidido a decifrar o mistério e por isso, queria voltar no local onde a foto foi tirada. Letícia também fez o mesmo, iria acompanhar Marcelo nessa jornada. Ambos ligaram para seus chefes na empresa e inventaram uma desculpa que precisariam ficar a semana fora e imediatamente rumaram para o aeroporto.
- Duas passagens para Manaus, por favor. Disse Marcelo a atendente da companhia aérea.
- Aqui está senhor. Como vai pagar ?
- Cartão de crédito.
O voo sairia em duas horas, foi tempo suficiente para Marcelo acabar seu jantar. Embarcaram rumo a Manaus e em algumas horas já estariam descendo no meio da Floresta Amazônica.
Ao chegar em Manaus, foram ao centro procurar alguma hospedagem. Encontraram um hotel barato, mas limpo, e resolveram ficar. Marcelo contatou o guia da sua expedição anterior e pediu para que retornassem ao lugar onde tiraram a fotografia, pedido esse que foi atendido prontamente. Era cedo, haviam dormido no avião e estavam pronto para a jornada. Marcelo e Letícia deixaram a bagagem no quarto, arrumaram uma mochila, incluindo uma barraca e sairam ao encontro do guia. Gastariam aproximadamente 2 horas de barco até o local da fotografia.
Marcelo e Letícia entraram no barco, acompanhados pelo guia, e começaram a jornada. A paisagem era vislumbrante! A cidade de Manaus ia ficando pra trás e a floresta ia crescendo. Em poucos minutos só se via mata de ambos os lados do rio. Com a bela paisagem, o tempo passou rapidamente. Em uma hora e meia chegaram ao destino, o guia foi o primeiro a descer do barco para proceder com a amarração, feito isso, Marcelo e Letícia desceram. Andaram no meio da mata por quarenta e cinco minutos e chegaram ao lago.
No local, tudo se encontrava da mesma maneira. Marcelo tirou a foto do bolso e enquadrou a mesma paisagem sob seus olhos, porém, sem aquele intrigante ser vivo.
O guia perguntou a Marcelo por quanto tempo ficariam ali, a resposta foi imprecisa, mas que pelo menos vinte e quatro horas ficariam por ali. Diante da resposta o guia resolveu deixá-los e voltar para a margem do rio e informou que esperaria por eles lá, que seria mais seguro. Marcelo montou a barraca e Letícia já começava a procurar algo de diferente. Resolveram utilizar novamente a camera e ao tirar uma nova foto, Marcelo observou o mesmo intrigante ser sob seus olhos. Sem dúvida era um gnomo. Sem fazer movimentos bruscos, Marcelo tentou se aproximar, o pequeno ser humano o olhava diretamente nos olhos e Letícia estava paralisada.
Marcelo tentou o primeiro contato:
- Olá, você me escuta? Me entende?
- Claro que te escuto, respondeu o gnomo. O que vocês fazem aqui ?
- Viemos pra conhecer a floresta, tiramos algumas fotos e vimos você! Por isso resolvemos voltar.Respondeu Marcelo.
- Interessante, bom, meu nome é Rito, sou um gnomo e vivo aqui na floresta. Querem conhecer um pouco mais da floresta ?
- Sim, sim, respondeu Letícia entrando na conversa.
Imediatamente, Rito levantou a mão e pediu para que Marcelo e Letícia o tocassem, ao fazerem isso, começaram a levitar e foram entrando na mata. Rito desviava o grupo das grandes árvores. Alcançaram um aldeia e Rito orientou:
- Novos amigos, essa é minha aldeia, vivem aqui aproximadamente quinhentos gnomos como eu. Mas como devem saber, não são todos que conseguem nos enxergar! Por algum motivo, vocês nos enxergam.
Suavemente Rito desceu com Marcelo e Letícia, imediatamente vários gnomos os cercaram e em alguns minutos, o que parecia ser o líder da aldeia o abordaram.
- Bem vindos Marcelo e Letícia, já esperava por vocês.
Marcelo e Letícia se olharam, espantados. O líder continuou.
- Não se espantem, a vinda de vocês aqui não foi casual. Precisamos de ajuda com um assunto.
Imediatamente o líder levantou a mão direita, virou a palma para cima e surgiu uma elípse de energia, azulada e imagens começaram a ser projetadas. Marcelo conseguiu visualizar tratores derrubando árvores, rios sendo poluídos e fumaça sendo jogada no ar.
- Como podem ver, nossa aldeia está correndo perigo, precisamos de vocês. Disse o líder.
- Como podemos ajudar, respondeu Letícia sensibilizada.
- Os tratores estão próximos demais a nossa aldeia, precisamos que resolvam essa situação para nos ajudar. Arrematou o líder.
Marcelo olhou para Letícia e resolveram ajudar. Rito, identificando a disposição dos dois, se aproximou e disse que os levariam as máquinas. Novamente os tocou e começaram a levitação novamente, agora em direção as máquinas. A flutuação era muito rápida e chegaram ao destino em poucos minutos. Rito se despediu e voltou para dentro da mata. Marcelo dialogou com Letícia:
- Ótimo, e agora? O que faremos ?
- Vamos seguir em direção aos tratores e vamos conversar com as pessoas, respondeu Letícia.
Em poucos instantes, o casal se encontrava próximo a um trator. Fizeram sinal e o tratorista desligou a máquina, foram conversar.
- Por que estão desmatando essa área? Perguntou Marcelo.
- Quem são vocês? São nativistas? Respondeu o tratorista.
- Vocês não podem desmatar mais, parem o que estão fazendo! Marcelo completou.
O tratorista ironicamente sorriu, disse que ia pensar no assunto, subiu novamente no trator e continuou a operar normalmente. Letícia não se conteve, pegou uma pedra e atirou no trator. Diante da violência, o tratorista se comunicou pelo rádio e um jipe rapidamente chegou na direção de Marcelo e Letícia. O motorista saiu do jipe, armado e mandou com que os dois entrassem no jipe, ordem aceita sem questionamentos.
- Vamos tirar vocês dois daqui, disse o motorista.
- Não queremos, vocês precisam parar o desmatamento, disse Letícia.
O motorista sem dar ouvidos deu meia volta no jipe e acelerou. Marcelo indignado deu uma cotovelada no motorista. Quando o motorista foi reagir, a arma caiu no assoalho do veículo. Marcelo o segurava fortemente e pediu que Letícia pegasse a arma. Tremendo Letícia pegou o revólver e apontou na direção do motorista, ordenando que parasse e descesse do veículo. Ao descer, Marcelo empurrou o motorista para longe do jipe com os pés e acelerou o jipe voltando ao campo desmatado. Se colocaram a frente do trator. Marcelo pegou a arma e desceu ao encontro do tratorista. Marcelo ordenou que o tratorista abandonasse o trator e fosse embora. Ameaçado, o tratorista foi embora correndo!
- Ótimo, agora temos um trator. Ironizou Marcelo.
- O que faremos com isso ? Perguntou Letícia.
- Sei lá, vamos deixá-lo aí.
Marcelo e Letícia resolveram voltar para mata, ao se aproximarem viram vários olhos surgindo na mata, eram os Gnomos, vários deles. Começaram a sair da mata, correndo em direção ao trator, vários tinham ferramentas nas mãos. Marcelo e Letícia não acreditavam no que viam. Os gnomos foram desmontar o trator, peça a peça. Em minutos haviam gnomos em todas as partes do trator, uma fila foi formada e nessa fila iam passando as peças já soltas do trator. Pareciam formigas trabalhando. Em poucos minutos o trator já estava todo desmontado, as peças espalhadas no chão e todos agoram se dedicavam a transportar. Uma segunda fila foi montada e em 40 minutos já não havia nem mesmo um parafuso no campo, sumiram com tudo, assim como os gnomos. Rito veio ao encontro de Marcelo e Letícia, ambos impressionados.
- Não se impressionem, isso acontece todo dia. Disse Rito sorrindo.
- Mas ... mas .... Marcelo não conseguia falar.
- E quanto aos outros tratores? Perguntou Letícia.
- Cuidaremos de cada um deles, mas cada um a seu tempo. Agradecemos a ajuda de vocês, agora existe menos um trator para derrubar nossa árvores. Afirmou Rito.
Rito tocou Marcelo e Letícia, novamente, começaram a levitar. Em instantes Marcelo, Letícia e Rito estavam de volta ao local da foto, Rito se despediu e voltou a mata. Estava entardecendo, Marcelo e Letícia ficaram sem ação e em um gesto inconsciente optaram por voltar a margem do rio. Desmontaram o acampamento e andaram por entre as trilhas. Ao chegarem na margem do rio encontrarm o guia dormindo no barco, o acordaram e pediram pra voltar a Manaus. O guia estranhou mas não questionou, isso já havia acontecido com outros turistas. Durante a viagem de volta, Marcelo pegou a foto que os motivou a voltarem para a floresta, ficou mais impressionado ao ver que Rito não era mais visto na foto. Marcelo agradeceu ao chegarem em Manaus, Letícia ainda estava sem palavras. Foram ao hotel, pegaram suas malas e voltaram para sua cidade e sua vida normal.
domingo, 2 de janeiro de 2011
Joseph - Reflexões no Bar
Várias histórias podem ser contadas em um bar. Quando entramos imaginamos a realidade de cada um no local, assim como Joseph o faz.
Joseph é um homem de aproximadamente sessenta anos, aposentado, olhos claros, cabelos lisos, ralos e brancos. Joseph é um solitário no mundo. Seus dois filhos são todos bem sucedidos, porém, sem tempo para família. Joseph se dedicou a entender as pessoas ao seu redor.
Repara primeiro os engravatados, alguns com falsos sorrisos e outros demonstram grande necessidade de ostentação. Geralmente sozinhos, após dura jornada de trabalho e sempre em busca de prazeres temporários para compensar o desgaste durante a jornada. Esses tipos sempre interessavam Joseph, que já fora assim no passado.
Outros tipos interessantes surgem, tais como casais. Joseph diz que pode identificar casais que realmente se gostam através do brilho no olhar, na fala doce e nos gestos sinceros, o que nem sempre ocorria. Joseph repara que casais superficiais também existem, com o único objetivo dos indivíduos em serem aceitos pela sociedade.
Indivíduos a procura de companhia são comuns em bares, cada um com uma determinada história, podendo ser, verdadeira e intensa ou simplesmente falsa e vazia. Mas a história é sempre escrita, seja ela qual for.
Joseph sempre diz que ao acordarmos precisamos ter em mente o que queremos ser, ou seja, qual história queremos escrever ou de qual história queremos fazer parte. Joseph pergunta:
- E você ? Está fazendo a história que realmente deseja ?
Joseph é um homem de aproximadamente sessenta anos, aposentado, olhos claros, cabelos lisos, ralos e brancos. Joseph é um solitário no mundo. Seus dois filhos são todos bem sucedidos, porém, sem tempo para família. Joseph se dedicou a entender as pessoas ao seu redor.
Repara primeiro os engravatados, alguns com falsos sorrisos e outros demonstram grande necessidade de ostentação. Geralmente sozinhos, após dura jornada de trabalho e sempre em busca de prazeres temporários para compensar o desgaste durante a jornada. Esses tipos sempre interessavam Joseph, que já fora assim no passado.
Outros tipos interessantes surgem, tais como casais. Joseph diz que pode identificar casais que realmente se gostam através do brilho no olhar, na fala doce e nos gestos sinceros, o que nem sempre ocorria. Joseph repara que casais superficiais também existem, com o único objetivo dos indivíduos em serem aceitos pela sociedade.
Indivíduos a procura de companhia são comuns em bares, cada um com uma determinada história, podendo ser, verdadeira e intensa ou simplesmente falsa e vazia. Mas a história é sempre escrita, seja ela qual for.
Joseph sempre diz que ao acordarmos precisamos ter em mente o que queremos ser, ou seja, qual história queremos escrever ou de qual história queremos fazer parte. Joseph pergunta:
- E você ? Está fazendo a história que realmente deseja ?
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
A história de Farnel Yuri - Parte 3 (Final)
Farnel acordara cedo naquela chuvosa manhã. Mostrou-se duvidoso ao abandonar Sara para ir ao encontro de Guthô, mas realmente tal sacrifício se mostrava necessário. Pegou seus pertences, subiu em um cavalo e rumou em direção ao rio.
Farnel cavalgava em um cavalo marrom a toda velocidade. Alcancou o rio rapidamente, ao chegar, desceu do cavalo para um rápido descanso e bebeu um pouco de agua, o cavalo fez o mesmo. Passados alguns instantes, iniciou a maior parte da jornada rio acima. A chuva deixava o caminho sinuoso, com obstáculos ocultos, o cavalo de Farnel escorregava em alguns pontos, patinava em algumas pedras mas conseguia transpor os obstáculos.
Após longo período de jornada, Farnel avistou uma fumaca ainda de longe. Já desconfiando ser o bando de Guthô, desceu do cavalo e decidiu continuar a pé. A chuva estava diminuindo e o sol ja ensaiava aparecer. Farnel seguiu caminhando sob o solo umido e escorregadio. Todo cuidado agora era pouco, qualquer barulho poderia alertar o bando de Gutho. O plano de Farnel era destruir somente Guthô, para isso, deveria chegar próximo a Guthô sem ser notado e com isso fazer uso de sua espada. Farnel avançava e confirmou que realmente o grupo de Guthô estava a frente.
Um barulho a frente fez com que Farnel empunhasse sua espada, era um sentinela de Guthô. Silenciosamente Farnel avançou e quando já estava bem próximo do sentinela viu que seu plano de matar somente Guthô nao seria executado perfeitamente. Uma luta começou contra o sentinela, a espada de Farnel reluzia ao encontrar o escudo do habilidoso sentinela. Farnel esquivava dos golpes mortais. Quando o sentinela levantou a espada para atacar fortemente, Farnel esperou a espada descer e com isso, o Sentinela empenhou toda a forca possivel para ser um único golpe. Farnel agachou, segurou o golpe com seu escudo e instantaneamente revidou o ataque com sua espada, atingindo o sentinela de baixo para cima,um golpe fatal, atravessando o abdomen do pobre guerreiro. Farnel deixou o guerreiro no chao, nao houve lamentação, seu ódio o dominava. Continuou a avançar.
Em instantes avistou o acampamento de Guthô, encostou em uma árvore e esperou Guthô sair de sua cabana para confirmar o alvo. Guthô surgiu sob o seu olhar e imediatamente Farnel recorreu a sua besta, que sempre o acompanhava pendurado em seus ombros. Armou a besta com cuidado, o alvo estava a frente, não pestanejou, puxou o gatilho. A flecha passou muito perto, mas foi um tiro errado. Guthô se assustou e imediatamente deu o comando a seus soldados para revistarem toda a área. Em instantes, Farnel foi pego. Arrastaram-no para Guthô e um diálogo foi iniciado:
- O que faz aqui? Perguntou Guthô
- Vim recuperar o que é meu! Farnel respondeu.
Guthô virou para o soldado que segurava Farnel e com um sinal de cabeça ordenou sua execução. Farnel sentiu a morte de perto, fechou os olhos e ouviu um grito, uma flecha atingira o pescoço de seu carrasco. Ao virar para trás, viu alguns homens sairem da mata em direção ao bando de Guthô. Farnel muito confuso procurou reconhecer quais homens seriam esses. Farnel levantou, pegou sua espada que estava sob uma pedra próximo a uma fogueira e seguiu em direção a Guthô.
- Guthô, estou aqui para lhe desafiar! Eu lhe desafio! Gritou Farnel.
- Não preciso aceitar desafios, não me importo com a honra, apenas com minhas terras. Respondeu Guthô.
Farnel iniciou uma corrida contra Guthô, abateu um soldado com um só golpe que entrou em sua frente para proteger Guthô. Os olhos de Guthô transpareciam medo, mesmo assim, Guthô sacou sua espada. Iniciaram a luta. Farnel, muito habilidoso, empunhava sua espada e investia sobre o escudo de Guthô. Farnel não tirava os olhos do inimigo, exceto por uma visão de Sara, no meio dos homens que estavam atacando o bando de Guthô.
- Sara, saia daqui! Gritou Farnel.
- Não posso! Lhe acompanhei durante a jornada com os homens do meu acampamento, vi que havia sido capturado, tive que agir! Sara respondeu.
Guthô percebeu o vínculo entre os dois, abandonou a luta e capturou Sara. Farnel ordenou para que Guthô soltasse Sara, que a luta era apenas entre eles. Guthô, respondendo negativamente, colocou a espada no pescoço de Sara e gritou:
- Todos os nômades, tenho um de vocês aqui, ordeno que saiam imediatamente.
Os nômades imediatamente deixaram as espadas de lado, muitos nesse momento foram abatidos pelos inimigos. Os que sobraram se renderam. Farnel estava encurralado, Guthô iniciou um diálogo.
- Agora quem fala sou eu. Farnel, se queres a tua amiga viva, ordeno a você e a esses guerreiros nômades que abandonem o campo e volte para a floresta.
Todos os guerreiro voltaram para a floresta, Farnel começou a andar em direção a floresta, de forma a passar perto de Guthô. Guthô afroxou a espada no pescoço de Sara, Farnel percebeu. Ao passar próximo a Guthô, Farnel com a espada e a cabeça abaixada virou apenas os olhos e fixou o alvo. Farnel usou sua espada contra a perna de Guthô, Sara aproveitou o momento de sofrimento de Guthô e se afastou rapidamente. Guthô estava no chão, sem uma de suas pernas. Os guerreiros de Guthô pareciam não acreditar no que viam. Farnel se aproximou de Guthô e disse:
- Agora quem fala sou eu. Ordeno que você e seus guerreiros saiam de minhas terras. Caso contrário, sua vida terminará aqui.
- Essas terras são minhas, respondeu Guthô. Num gesto suícida, pegou um punhal e tentou acertar Farnel.
Farnel antecipou o golpe e fincou sua espada no peito de Guthô, um golpe fatal. Ordenou para os guerreiros de Guthô que fossem embora.
Os nômades apareciam de volta, saindo da floresta. Farnel em um gesto de boa vontade agradeceu os nômades e como recompensa pela ajuda ofereceu parte de suas terras, oferta que não foi aceita pelos nômades dado o seu princípio de vida. Sara era uma delas, mas disposta a se fixar em um lugar para acompanhar Farnel, despediu de seus companheiros. Farnel se juntou a Sara, e disse:
- Agora podemos viver em paz em minhas terras, venha comigo, vou lhe mostrar o quão belas elas são.
E lado a lado seguiram caminhando sob os campos, a paz voltava a reinar sobre as terras de Farnel Yuri.
Farnel cavalgava em um cavalo marrom a toda velocidade. Alcancou o rio rapidamente, ao chegar, desceu do cavalo para um rápido descanso e bebeu um pouco de agua, o cavalo fez o mesmo. Passados alguns instantes, iniciou a maior parte da jornada rio acima. A chuva deixava o caminho sinuoso, com obstáculos ocultos, o cavalo de Farnel escorregava em alguns pontos, patinava em algumas pedras mas conseguia transpor os obstáculos.
Após longo período de jornada, Farnel avistou uma fumaca ainda de longe. Já desconfiando ser o bando de Guthô, desceu do cavalo e decidiu continuar a pé. A chuva estava diminuindo e o sol ja ensaiava aparecer. Farnel seguiu caminhando sob o solo umido e escorregadio. Todo cuidado agora era pouco, qualquer barulho poderia alertar o bando de Gutho. O plano de Farnel era destruir somente Guthô, para isso, deveria chegar próximo a Guthô sem ser notado e com isso fazer uso de sua espada. Farnel avançava e confirmou que realmente o grupo de Guthô estava a frente.
Um barulho a frente fez com que Farnel empunhasse sua espada, era um sentinela de Guthô. Silenciosamente Farnel avançou e quando já estava bem próximo do sentinela viu que seu plano de matar somente Guthô nao seria executado perfeitamente. Uma luta começou contra o sentinela, a espada de Farnel reluzia ao encontrar o escudo do habilidoso sentinela. Farnel esquivava dos golpes mortais. Quando o sentinela levantou a espada para atacar fortemente, Farnel esperou a espada descer e com isso, o Sentinela empenhou toda a forca possivel para ser um único golpe. Farnel agachou, segurou o golpe com seu escudo e instantaneamente revidou o ataque com sua espada, atingindo o sentinela de baixo para cima,um golpe fatal, atravessando o abdomen do pobre guerreiro. Farnel deixou o guerreiro no chao, nao houve lamentação, seu ódio o dominava. Continuou a avançar.
Em instantes avistou o acampamento de Guthô, encostou em uma árvore e esperou Guthô sair de sua cabana para confirmar o alvo. Guthô surgiu sob o seu olhar e imediatamente Farnel recorreu a sua besta, que sempre o acompanhava pendurado em seus ombros. Armou a besta com cuidado, o alvo estava a frente, não pestanejou, puxou o gatilho. A flecha passou muito perto, mas foi um tiro errado. Guthô se assustou e imediatamente deu o comando a seus soldados para revistarem toda a área. Em instantes, Farnel foi pego. Arrastaram-no para Guthô e um diálogo foi iniciado:
- O que faz aqui? Perguntou Guthô
- Vim recuperar o que é meu! Farnel respondeu.
Guthô virou para o soldado que segurava Farnel e com um sinal de cabeça ordenou sua execução. Farnel sentiu a morte de perto, fechou os olhos e ouviu um grito, uma flecha atingira o pescoço de seu carrasco. Ao virar para trás, viu alguns homens sairem da mata em direção ao bando de Guthô. Farnel muito confuso procurou reconhecer quais homens seriam esses. Farnel levantou, pegou sua espada que estava sob uma pedra próximo a uma fogueira e seguiu em direção a Guthô.
- Guthô, estou aqui para lhe desafiar! Eu lhe desafio! Gritou Farnel.
- Não preciso aceitar desafios, não me importo com a honra, apenas com minhas terras. Respondeu Guthô.
Farnel iniciou uma corrida contra Guthô, abateu um soldado com um só golpe que entrou em sua frente para proteger Guthô. Os olhos de Guthô transpareciam medo, mesmo assim, Guthô sacou sua espada. Iniciaram a luta. Farnel, muito habilidoso, empunhava sua espada e investia sobre o escudo de Guthô. Farnel não tirava os olhos do inimigo, exceto por uma visão de Sara, no meio dos homens que estavam atacando o bando de Guthô.
- Sara, saia daqui! Gritou Farnel.
- Não posso! Lhe acompanhei durante a jornada com os homens do meu acampamento, vi que havia sido capturado, tive que agir! Sara respondeu.
Guthô percebeu o vínculo entre os dois, abandonou a luta e capturou Sara. Farnel ordenou para que Guthô soltasse Sara, que a luta era apenas entre eles. Guthô, respondendo negativamente, colocou a espada no pescoço de Sara e gritou:
- Todos os nômades, tenho um de vocês aqui, ordeno que saiam imediatamente.
Os nômades imediatamente deixaram as espadas de lado, muitos nesse momento foram abatidos pelos inimigos. Os que sobraram se renderam. Farnel estava encurralado, Guthô iniciou um diálogo.
- Agora quem fala sou eu. Farnel, se queres a tua amiga viva, ordeno a você e a esses guerreiros nômades que abandonem o campo e volte para a floresta.
Todos os guerreiro voltaram para a floresta, Farnel começou a andar em direção a floresta, de forma a passar perto de Guthô. Guthô afroxou a espada no pescoço de Sara, Farnel percebeu. Ao passar próximo a Guthô, Farnel com a espada e a cabeça abaixada virou apenas os olhos e fixou o alvo. Farnel usou sua espada contra a perna de Guthô, Sara aproveitou o momento de sofrimento de Guthô e se afastou rapidamente. Guthô estava no chão, sem uma de suas pernas. Os guerreiros de Guthô pareciam não acreditar no que viam. Farnel se aproximou de Guthô e disse:
- Agora quem fala sou eu. Ordeno que você e seus guerreiros saiam de minhas terras. Caso contrário, sua vida terminará aqui.
- Essas terras são minhas, respondeu Guthô. Num gesto suícida, pegou um punhal e tentou acertar Farnel.
Farnel antecipou o golpe e fincou sua espada no peito de Guthô, um golpe fatal. Ordenou para os guerreiros de Guthô que fossem embora.
Os nômades apareciam de volta, saindo da floresta. Farnel em um gesto de boa vontade agradeceu os nômades e como recompensa pela ajuda ofereceu parte de suas terras, oferta que não foi aceita pelos nômades dado o seu princípio de vida. Sara era uma delas, mas disposta a se fixar em um lugar para acompanhar Farnel, despediu de seus companheiros. Farnel se juntou a Sara, e disse:
- Agora podemos viver em paz em minhas terras, venha comigo, vou lhe mostrar o quão belas elas são.
E lado a lado seguiram caminhando sob os campos, a paz voltava a reinar sobre as terras de Farnel Yuri.
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
A história de Farnel Yuri - Parte 2
Sono agora seria um sentimento dificil de ser revisitado por Farnel. Já próximo da metade da noite, solitário na frente da fogueira, cujo o estalar do fogo se propagava no silêncio da escuridão, deixava seus pensamentos sobre a batalha perdida. A noite era longa, quase infinita... Farnel comparava cada minuto com cada estrela a brilhar no céu! Seu sofrimento parecia aumentar a cada instante! Olhava para seus soldados dormindo e lembrava que cada um tinha uma família, uma terra e uma vida a cuidar, não queria que seus soldados vivessem o que ele estava vivendo nesse momento e tomou uma decisão. Ao encostar em um tronco, adormeceu inconscientemente.
- Acorde Senhor, já providenciamos nossa refeição matinal, dizia um de seus soldados.
Farnel levantou meio tonto, seus olhos ardiam pois seu corpo precisava de mais descanço mas não deixou se abalar. Prontamente se compôs juntamente com suas vestes e foi de encontro a refeição próxima a fogueira, onde todos seus soldados estavam reúnidos. Uma neblina espessa compunha a paisagem selvagem, tudo estava úmido e esbranquiçado, o sol havia se levantado a pouco e por isso, seus raios ainda não assolavam o acampamento. Aproveitando a reunião informal, Farnel pediu a atenção de todos:
- Meus caros soldados, irmãos de luta, aproveito o momento para agradecer a cada um de vocês, que lutaram com garra e dedicação ao meu lado, saibam que sou grato. Porém, sei que cada um possui uma luta própria, uma cruzada a trilhar e, portanto, estou aqui por dispensar-lhes. Ordeno que cada um siga sua vida, independente, e que conquistem a vitória pessoal de vocês e de vossas famílias.
Os soldados não sabiam o que pensar, mas jamais questionariam uma ordem de Farnel Yuri, um respeitado e idolatrado líder. Acabaram a refeição matinal e cada um tomou seu caminho. Um a um antes de partir passava por Farnel e o reverenciavam, seguido de um forte abraço. Quando o último se foi, Farnel se viu na solidão e agora mais do que nunca, estava tranquilo para pensar no que ia fazer.
Caminhou até um riacho que serpenteava entre rochas brancas, agachou e bebeu um pouco de agua. Ao pegar a água cristalina em sua mão se assustou com o reflexo impresso sob o espelho da água. Uma linda mulher, passou como uma sombra por trás das pedras, Farnel mal a viu mas pode reparar a incrível beleza dos seus traços. Como um gesto de guerra, Farnel levantou rápidamente e disparou atrás da mulher. Ao chegar ao encontro do alvo, Farnel conseguiu segurá-la pelo braço e imediatamente pediu para que não tivesse medo. Após recuperar o folego, Farnel iniciou o diálogo:
- Senhorita, desculpe-me o mal jeito, mas gostaria de lhe conhecer. Não pude permitir que tamanha beleza fugisse do meu alcance. Qual é o seu nome?
A senhoria, já mais calma, aparentava aproximadamente 25 anos, portava roupas brancas, com uma saia até o joelho e mangas curtas. Seu corpo moreno, cabelos pretos, anelados e olhos verdes, mais claros que a água, após demonstrar um sorriso e uma certa simpatia aceitou o dialogo.
- Qual o seu nome ? Por que me seguiu ? Perguntou a senhorita, ainda meio sem folego.
- Meu nome é Farnel Yuri, e como já disse, lhe segui pois me apaixonei por sua beleza e agora, gostaria de me apoixonar pela sua pessoa, retrucou Farnel.
- Meu nome é Sarah.
- Sarah, podemos caminhar um pouco juntos ?
E Sarah aceintando a proposta se alinhou ao lado de Farnel e foram andando rio abaixo. Ambos se conheciam através do diálogo que interessava a ambos. Era um lindo dia, que combinava com a conversa agradável e o sorriso sincero. Foram muitas horas de conversas. Quando se assustaram o dia já estava acabando e a noite começava a surgir. Farnel através do diálogo descobriu que Sarah era nômade, seus familiares não tinham uma moradia fixa, e como Farnel também não tinha mais a sua terra, pediu para que acompanhasse Sarah para o acampamento de sua família. Sarah abalada com a história de Farnel, assentiu imediatamente.
Era um acampamento bem estruturado, haviam em torno de 30 famílias, cada um detinha uma barraca. Ao chegarem ao acampamento já estava escuro e pode-se perceber as tochas demarcando a área das barracas. Sarah correu para sua família e apresentou Farnel a todos. Como gesto de boa receptividade foi oferecido um jantar a Farnel, onde ele pode explicar toda a sua história para os familiares de Sarah.
Após a longa história, Farnel se dirigiu ao pai de Sarah e demonstrou suas intenções com Sarah. Seu pai, a princípio resistente com a rápida e tórrida paixão, pediu a Farnel cautela mas que quem tinha o poder da decisão era Sarah. A jovem senhorita, mostrando uma invejável firmeza, disse a seu pai que acompanharia Farnel. Diante da resposta de Sarah, Farnel tomou a palavra:
- Sarah, obrigado por me aceitar, farei o melhor para lhe servir. Porém, preciso de resolver um problema, e você sabe qual é.
Dito isso, uma só imagem surgiu na mente de Farnel, a imagem da conclamação de Guthô Isnul.
- Mas Farnel, não acha melhor esquecer este assunto? Perguntou Sarah com toda sua sensatez feminia.
- Não, minha querida Sarah. Dê-me dois dias, resolverei o assunto e venho lhe buscar para sermos felizes.
Sarah aceitou, mas já temia pelos fatos que aconteceria nestes próximos dois dias. O jantar findou e todos se recolheram aos simples, mas confortáveis aposentos. A exceção foi Farnel, que ficou próximo a fogueira já fazendo os planos para a vingança. Estava iniciada a vingança sobre Guthô.
Farnel não queria causar mais nenhuma morte além da morte de Guthô, criou um plano audacioso, certeiro. Findada a elaboração do plano, Farnel usou o resto da noite para descansar, pois ao amanhecer, colocaria em prática seu plano. Mal sabia Guthô que a partir daquele momento, seu destino estava traçado.
- Acorde Senhor, já providenciamos nossa refeição matinal, dizia um de seus soldados.
Farnel levantou meio tonto, seus olhos ardiam pois seu corpo precisava de mais descanço mas não deixou se abalar. Prontamente se compôs juntamente com suas vestes e foi de encontro a refeição próxima a fogueira, onde todos seus soldados estavam reúnidos. Uma neblina espessa compunha a paisagem selvagem, tudo estava úmido e esbranquiçado, o sol havia se levantado a pouco e por isso, seus raios ainda não assolavam o acampamento. Aproveitando a reunião informal, Farnel pediu a atenção de todos:
- Meus caros soldados, irmãos de luta, aproveito o momento para agradecer a cada um de vocês, que lutaram com garra e dedicação ao meu lado, saibam que sou grato. Porém, sei que cada um possui uma luta própria, uma cruzada a trilhar e, portanto, estou aqui por dispensar-lhes. Ordeno que cada um siga sua vida, independente, e que conquistem a vitória pessoal de vocês e de vossas famílias.
Os soldados não sabiam o que pensar, mas jamais questionariam uma ordem de Farnel Yuri, um respeitado e idolatrado líder. Acabaram a refeição matinal e cada um tomou seu caminho. Um a um antes de partir passava por Farnel e o reverenciavam, seguido de um forte abraço. Quando o último se foi, Farnel se viu na solidão e agora mais do que nunca, estava tranquilo para pensar no que ia fazer.
Caminhou até um riacho que serpenteava entre rochas brancas, agachou e bebeu um pouco de agua. Ao pegar a água cristalina em sua mão se assustou com o reflexo impresso sob o espelho da água. Uma linda mulher, passou como uma sombra por trás das pedras, Farnel mal a viu mas pode reparar a incrível beleza dos seus traços. Como um gesto de guerra, Farnel levantou rápidamente e disparou atrás da mulher. Ao chegar ao encontro do alvo, Farnel conseguiu segurá-la pelo braço e imediatamente pediu para que não tivesse medo. Após recuperar o folego, Farnel iniciou o diálogo:
- Senhorita, desculpe-me o mal jeito, mas gostaria de lhe conhecer. Não pude permitir que tamanha beleza fugisse do meu alcance. Qual é o seu nome?
A senhoria, já mais calma, aparentava aproximadamente 25 anos, portava roupas brancas, com uma saia até o joelho e mangas curtas. Seu corpo moreno, cabelos pretos, anelados e olhos verdes, mais claros que a água, após demonstrar um sorriso e uma certa simpatia aceitou o dialogo.
- Qual o seu nome ? Por que me seguiu ? Perguntou a senhorita, ainda meio sem folego.
- Meu nome é Farnel Yuri, e como já disse, lhe segui pois me apaixonei por sua beleza e agora, gostaria de me apoixonar pela sua pessoa, retrucou Farnel.
- Meu nome é Sarah.
- Sarah, podemos caminhar um pouco juntos ?
E Sarah aceintando a proposta se alinhou ao lado de Farnel e foram andando rio abaixo. Ambos se conheciam através do diálogo que interessava a ambos. Era um lindo dia, que combinava com a conversa agradável e o sorriso sincero. Foram muitas horas de conversas. Quando se assustaram o dia já estava acabando e a noite começava a surgir. Farnel através do diálogo descobriu que Sarah era nômade, seus familiares não tinham uma moradia fixa, e como Farnel também não tinha mais a sua terra, pediu para que acompanhasse Sarah para o acampamento de sua família. Sarah abalada com a história de Farnel, assentiu imediatamente.
Era um acampamento bem estruturado, haviam em torno de 30 famílias, cada um detinha uma barraca. Ao chegarem ao acampamento já estava escuro e pode-se perceber as tochas demarcando a área das barracas. Sarah correu para sua família e apresentou Farnel a todos. Como gesto de boa receptividade foi oferecido um jantar a Farnel, onde ele pode explicar toda a sua história para os familiares de Sarah.
Após a longa história, Farnel se dirigiu ao pai de Sarah e demonstrou suas intenções com Sarah. Seu pai, a princípio resistente com a rápida e tórrida paixão, pediu a Farnel cautela mas que quem tinha o poder da decisão era Sarah. A jovem senhorita, mostrando uma invejável firmeza, disse a seu pai que acompanharia Farnel. Diante da resposta de Sarah, Farnel tomou a palavra:
- Sarah, obrigado por me aceitar, farei o melhor para lhe servir. Porém, preciso de resolver um problema, e você sabe qual é.
Dito isso, uma só imagem surgiu na mente de Farnel, a imagem da conclamação de Guthô Isnul.
- Mas Farnel, não acha melhor esquecer este assunto? Perguntou Sarah com toda sua sensatez feminia.
- Não, minha querida Sarah. Dê-me dois dias, resolverei o assunto e venho lhe buscar para sermos felizes.
Sarah aceitou, mas já temia pelos fatos que aconteceria nestes próximos dois dias. O jantar findou e todos se recolheram aos simples, mas confortáveis aposentos. A exceção foi Farnel, que ficou próximo a fogueira já fazendo os planos para a vingança. Estava iniciada a vingança sobre Guthô.
Farnel não queria causar mais nenhuma morte além da morte de Guthô, criou um plano audacioso, certeiro. Findada a elaboração do plano, Farnel usou o resto da noite para descansar, pois ao amanhecer, colocaria em prática seu plano. Mal sabia Guthô que a partir daquele momento, seu destino estava traçado.
domingo, 5 de dezembro de 2010
A história de Farnel Yuri - Parte 1
Uma linda manhã, a paísagem era formada por um campo coberto de verdes gramínias e no fim desse campo, uma encosta cercada por árvores floridas que lembravam os adoráveis ipês amarelos. O céu estava com uma coloração azul claro, com poucas e pequenas nuvens. Os passáros cortavam o céu com voos alegres, se divertiam inundando de vida a paisagem, assim como pequenos mamíferos no solo. Era sem dúvida a visão do paraíso, porém, em alguns minutos essa visão estaria prestes a se modificar.
Sons de tambores surgiam, ainda quase que imperceptíveis aos ouvidos humanos, de ambos os lados do campo. Sons esses que iam aumentando com o passar dos segundos. Em poucos minutos a paisagem já tinha se modificado completamente, os animais por pressentirem o mal já batiam em retirada e o campo já estava ocupado.
De um lado, um exército formado por aproximadamente quinhentos homens, que eram liderados por Farnel Yuri. Farnel era um jovem de aproximadamente trinta anos, identificado por um elmo dourado, assim como seu escudo e espada. Sua armadura prateada reluzia os brilho do sol daquele lindo dia. Juntamente com seu majestoso cavalo marrom, bem adestrado formavam aparentemente uma só criatura. Junto daquele exército estava erguida uma flâmula com um brasão que alternavam as cores entre o verde e vermelho.
Farnel Yuri era o detentor daquelas terras, havia herdado as mesmas do já falecido pai, e estava disposto a dar a vida para defendê-las dos prováveis invasores que se posicionavam do lado oposto do campo.
A visão do lado oposto do campo era similar, aproximadamente quinhentos homens se posicionavam, cobertos de desejo em se conquistar um novo e fértil território. Seu líder era conhecido por inúmeras invasões e era chamado por Guthô Isnul. Guthô isnul já beirava seus quarenta anos de idade, vestia uma armadura cinza, quase que completamente fosca. Seu elmo possuia o mesmo tom acinzentado juntamente com seu escudo.
Com os exércitos alinhados, Farnel tomou as rédeas de seu cavalo e cavalgou para o centro do campo, juntamente com dois escudeiros. Tal ação foi repetida instantaneamente por Guthô Isnul. Ao chegarem no centro do campo, Guthô tomou a iniciativa do diálogo:
- Estimado Farnel, venho a este campo com o objetivo de conquista. Como é de vosso conhecimento, meu exército é invencível, já triunfamos por mais de cento e trinta batalhas, sendo que, esta de hoje, será apenas mais uma conquista. Sugiro que ordene que seu exército desocupe imediatamente este campo, e com isso, você garantirá as vidas de seus homens.
Farnel, respondeu ironicamente:
- Guthô, viestes de outras terras com o objetivo de tirar minha posse ? Se esta for realmente sua intenção, vamos a batalha.
Diante do curto diálogo, ambos voltaram para seus exércitos sedentos por acabarem aquele impasse rapidamente. Farnel, dotado de extrema confiança, ao chegar junto de seus liderados ordenou que atacassem imediatamente. Guthô ao ver o ataque do inimigo, não vacilou e também disparou a ordem de ataque.
Ambos os exércitos corriam em direção ao centro do campo de batalhas. Em alguns minutos os primeiros soldados começaram o confronto. O exército de Farnel era dotado de mais técnica, porém as tropas de Guthô sobravam em força. Espadas reluziam os raios de sol, escudos eram destruídos, juntamente com vidas perdidas. O campo previamente coberto de verde agora estava coberto por sangue. Farnel lutava bravamente para expulsar o exército de Guthô, que não parecia se abalar.
Várias horas de batalha se estendiam, a fraqueza já começava a aparecer, de forma brutal. A fraqueza exposta em um campo de batalha se resume em morte. Ambos os exércitos já manifestavam tal sentimento, porém, o exército de Guthô, já habituado a conquistas e invasões se mostrava mais sólido. Farnel, preocupado com seus homens e já aceitando a derrota anunciou a retirada. Cavalos e homens corriam em todas as direções, fugindo do destino cruel. Guthô percebendo a movimentação diminuiu o rítmo de seus golpes e de seus comandados. Com o sol já quase se pondo, so haviam homens do exercíto de Guthô sobre o campo. Guthô excitado conclamou a vitória com seus homens:
- Eu, Guthô Isnul, declaro nossa vitória sobre as terras de Farnel! Podemos agora, meus nobres soldados, limparmos o campo e montarmos nosso acampamento. A noite teremos comemoração!
Farnel, do alto de uma encosta situada no fim do campo, juntamente com o que sobrou de seus homens, aproximadamente cinquenta, conseguiu visualizar a conquista de Guthô e a sua conclamação sob o pôr do sol. Com isso, se sentiu reduzido a pó e prometeu a si mesmo, a reconquistar a sua própria terra que agora pertencia a Guthô.
Sons de tambores surgiam, ainda quase que imperceptíveis aos ouvidos humanos, de ambos os lados do campo. Sons esses que iam aumentando com o passar dos segundos. Em poucos minutos a paisagem já tinha se modificado completamente, os animais por pressentirem o mal já batiam em retirada e o campo já estava ocupado.
De um lado, um exército formado por aproximadamente quinhentos homens, que eram liderados por Farnel Yuri. Farnel era um jovem de aproximadamente trinta anos, identificado por um elmo dourado, assim como seu escudo e espada. Sua armadura prateada reluzia os brilho do sol daquele lindo dia. Juntamente com seu majestoso cavalo marrom, bem adestrado formavam aparentemente uma só criatura. Junto daquele exército estava erguida uma flâmula com um brasão que alternavam as cores entre o verde e vermelho.
Farnel Yuri era o detentor daquelas terras, havia herdado as mesmas do já falecido pai, e estava disposto a dar a vida para defendê-las dos prováveis invasores que se posicionavam do lado oposto do campo.
A visão do lado oposto do campo era similar, aproximadamente quinhentos homens se posicionavam, cobertos de desejo em se conquistar um novo e fértil território. Seu líder era conhecido por inúmeras invasões e era chamado por Guthô Isnul. Guthô isnul já beirava seus quarenta anos de idade, vestia uma armadura cinza, quase que completamente fosca. Seu elmo possuia o mesmo tom acinzentado juntamente com seu escudo.
Com os exércitos alinhados, Farnel tomou as rédeas de seu cavalo e cavalgou para o centro do campo, juntamente com dois escudeiros. Tal ação foi repetida instantaneamente por Guthô Isnul. Ao chegarem no centro do campo, Guthô tomou a iniciativa do diálogo:
- Estimado Farnel, venho a este campo com o objetivo de conquista. Como é de vosso conhecimento, meu exército é invencível, já triunfamos por mais de cento e trinta batalhas, sendo que, esta de hoje, será apenas mais uma conquista. Sugiro que ordene que seu exército desocupe imediatamente este campo, e com isso, você garantirá as vidas de seus homens.
Farnel, respondeu ironicamente:
- Guthô, viestes de outras terras com o objetivo de tirar minha posse ? Se esta for realmente sua intenção, vamos a batalha.
Diante do curto diálogo, ambos voltaram para seus exércitos sedentos por acabarem aquele impasse rapidamente. Farnel, dotado de extrema confiança, ao chegar junto de seus liderados ordenou que atacassem imediatamente. Guthô ao ver o ataque do inimigo, não vacilou e também disparou a ordem de ataque.
Ambos os exércitos corriam em direção ao centro do campo de batalhas. Em alguns minutos os primeiros soldados começaram o confronto. O exército de Farnel era dotado de mais técnica, porém as tropas de Guthô sobravam em força. Espadas reluziam os raios de sol, escudos eram destruídos, juntamente com vidas perdidas. O campo previamente coberto de verde agora estava coberto por sangue. Farnel lutava bravamente para expulsar o exército de Guthô, que não parecia se abalar.
Várias horas de batalha se estendiam, a fraqueza já começava a aparecer, de forma brutal. A fraqueza exposta em um campo de batalha se resume em morte. Ambos os exércitos já manifestavam tal sentimento, porém, o exército de Guthô, já habituado a conquistas e invasões se mostrava mais sólido. Farnel, preocupado com seus homens e já aceitando a derrota anunciou a retirada. Cavalos e homens corriam em todas as direções, fugindo do destino cruel. Guthô percebendo a movimentação diminuiu o rítmo de seus golpes e de seus comandados. Com o sol já quase se pondo, so haviam homens do exercíto de Guthô sobre o campo. Guthô excitado conclamou a vitória com seus homens:
- Eu, Guthô Isnul, declaro nossa vitória sobre as terras de Farnel! Podemos agora, meus nobres soldados, limparmos o campo e montarmos nosso acampamento. A noite teremos comemoração!
Farnel, do alto de uma encosta situada no fim do campo, juntamente com o que sobrou de seus homens, aproximadamente cinquenta, conseguiu visualizar a conquista de Guthô e a sua conclamação sob o pôr do sol. Com isso, se sentiu reduzido a pó e prometeu a si mesmo, a reconquistar a sua própria terra que agora pertencia a Guthô.
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