domingo, 5 de dezembro de 2010

A história de Farnel Yuri - Parte 1

Uma linda manhã, a paísagem era formada por um campo coberto de verdes gramínias e no fim desse campo, uma encosta cercada por árvores floridas que lembravam os adoráveis ipês amarelos. O céu estava com uma coloração azul claro, com poucas e pequenas nuvens. Os passáros cortavam o céu com voos alegres, se divertiam inundando de vida a paisagem, assim como pequenos mamíferos no solo. Era sem dúvida a visão do paraíso, porém, em alguns minutos essa visão estaria prestes a se modificar.

Sons de tambores surgiam, ainda quase que imperceptíveis aos ouvidos humanos, de ambos os lados do campo. Sons esses que iam aumentando com o passar dos segundos. Em poucos minutos a paisagem já tinha se modificado completamente, os animais por pressentirem o mal já batiam em retirada e o campo já estava ocupado.

De um lado, um exército formado por aproximadamente quinhentos homens, que eram liderados por Farnel Yuri. Farnel era um jovem de aproximadamente trinta anos, identificado por um elmo dourado, assim como seu escudo e espada. Sua armadura prateada reluzia os brilho do sol daquele lindo dia. Juntamente com seu majestoso cavalo marrom, bem adestrado formavam aparentemente uma só criatura. Junto daquele exército estava erguida uma flâmula com um brasão que alternavam as cores entre o verde e vermelho.

Farnel Yuri era o detentor daquelas terras, havia herdado as mesmas do já falecido pai, e estava disposto a dar a vida para defendê-las dos prováveis invasores que se posicionavam do lado oposto do campo.

A visão do lado oposto do campo era similar, aproximadamente quinhentos homens se posicionavam, cobertos de desejo em se conquistar um novo e fértil território. Seu líder era conhecido por inúmeras invasões e era chamado por Guthô Isnul. Guthô isnul já beirava seus quarenta anos de idade, vestia uma armadura cinza, quase que completamente fosca. Seu elmo possuia o mesmo tom acinzentado juntamente com seu escudo.

Com os exércitos alinhados, Farnel tomou as rédeas de seu cavalo e cavalgou para o centro do campo, juntamente com dois escudeiros. Tal ação foi repetida instantaneamente por Guthô Isnul. Ao chegarem no centro do campo, Guthô tomou a iniciativa do diálogo:
- Estimado Farnel, venho a este campo com o objetivo de conquista. Como é de vosso conhecimento, meu exército é invencível, já triunfamos por mais de cento e trinta batalhas, sendo que, esta de hoje, será apenas mais uma conquista. Sugiro que ordene que seu exército desocupe imediatamente este campo, e com isso, você garantirá as vidas de seus homens.

Farnel, respondeu ironicamente:
- Guthô, viestes de outras terras com o objetivo de tirar minha posse ? Se esta for realmente sua intenção, vamos a batalha.

Diante do curto diálogo, ambos voltaram para seus exércitos sedentos por acabarem aquele impasse rapidamente. Farnel, dotado de extrema confiança, ao chegar junto de seus liderados ordenou que atacassem imediatamente. Guthô ao ver o ataque do inimigo, não vacilou e também disparou a ordem de ataque.

Ambos os exércitos corriam em direção ao centro do campo de batalhas. Em alguns minutos os primeiros soldados começaram o confronto. O exército de Farnel era dotado de mais técnica, porém as tropas de Guthô sobravam em força. Espadas reluziam os raios de sol, escudos eram destruídos, juntamente com vidas perdidas. O campo previamente coberto de verde agora estava coberto por sangue. Farnel lutava bravamente para expulsar o exército de Guthô, que não parecia se abalar.

Várias horas de batalha se estendiam, a fraqueza já começava a aparecer, de forma brutal. A fraqueza exposta em um campo de batalha se resume em morte. Ambos os exércitos já manifestavam tal sentimento, porém, o exército de Guthô, já habituado a conquistas e invasões se mostrava mais sólido. Farnel, preocupado com seus homens e já aceitando a derrota anunciou a retirada. Cavalos e homens corriam em todas as direções, fugindo do destino cruel. Guthô percebendo a movimentação diminuiu o rítmo de seus golpes e de seus comandados. Com o sol já quase se pondo, so haviam homens do exercíto de Guthô sobre o campo. Guthô excitado conclamou a vitória com seus homens:
- Eu, Guthô Isnul, declaro nossa vitória sobre as terras de Farnel! Podemos agora, meus nobres soldados, limparmos o campo e montarmos nosso acampamento. A noite teremos comemoração!

Farnel, do alto de uma encosta situada no fim do campo, juntamente com o que sobrou de seus homens, aproximadamente cinquenta, conseguiu visualizar a conquista de Guthô e a sua conclamação sob o pôr do sol. Com isso, se sentiu reduzido a pó e prometeu a si mesmo, a reconquistar a sua própria terra que agora pertencia a Guthô.

3 comentários:

  1. Bruno, excelente início! Parabéns pela iniciativa, este é o caminho! A primeira postagem foi ótima! Será um sucesso... abraço.

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  2. Boa Bruno!! Muito legal, o início promete promete, quero ver seus próximos ganchos.

    E se precisar de alguma ilustração para a história é só me dizer hehehehe.

    Abraço!

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  3. Bruno, parabéns pela história, já estou curiosa para ler a próxima parte...
    Certamente será um sucesso!!!
    Bjs...

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